Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007

Amar sem tempo...

É nesta angústia que se perde no tempo
que encontro o amor
- refúgio de todos os sentimentos.
 
Este saber infiltrado no instante presente
onde o sofrimento duma ausência ou
a vibração do objecto
- ância de todos os anceios -
fazem desestabilizar o equilíbrio do ser
inconstante e instável.
 
Entre o realizável e o espaço infinito do querer
existem sempre os "mais":
distâncias jamais alcançáveis;
desejos jamais satisfeitos;
palavras e pensamentos que se esfumam
pelos enganos naturais do ser
na sua mutação do tempo e do espaço.
 
E surge o amor...
Que tudo apaga, tudo coloca num plano secundário.
Como uma emergência do corpo, coração e alma.
 
O amor só tem forma na sua urgência.
Não sabe esperar.
Despedaça-se contra as paredes do desespero
e, - quando o coração se destroça, o corpo se agonia e a mente enlouquece - deixa irradiar a sua luz mais cristalina
que nos enche a vida
de ilusão e de esperança.
 
Manuel Neves
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publicado por A flor da pele às 21:40
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"Aquele que possui o teu tempo, possui a tua mente.
Muda o teu tempo e mudarás a tua mente.
Muda a tua mente e mudarás o mundo."

(José Argüelles)

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